HIPERTENSÃO

De acordo com  o ASCM (American College of Sport Medicine), mais de 50 milhões de americanos são hipertensos, se definidos por uma pressão arterial em repouso de 140/90mm Hg ou mais alta e/ou pelo uso atual de medicação anti – hipertensiva.

De salientar que a pressão arterial de cada individuo varia de momento a momento, em resposta às diferentes atividades e emoções. Por esta razão, trata-se de hipertensão arterial patológica se, em medições repetidas em dias diferentes, se constata os valores supracitados. Massie, B, aconselha que a medição da pressão arterial seja efetuada através de um esfigmomanómetro bem calibrado, com uma braçadeira com as dimensões adequadas, após o paciente ter repousado confortavelmente sentado com as costas apoiadas, durante, pelo menos, 5 minutos e 30 minutos após ter fumado ou ingerido café.

De acordo com a Fundação Portuguesa de Cardiologia, cerca de 2 milhões de portugueses são hipertensos, deste número apenas 50% sabe que sofre desta patologia, 25% está medicado e 11% tem a tensão efetivamente controlada. Por existir um elevado número de pacientes cuja a hipertensão não é controlada, é que esta é considerada um dos principais fatores de risco no aparecimento de doenças cardiovasculares.

De acordo com  o ASCM, a prevalência aumenta acentuadamente com a idade, e é mais alta em homens que em mulheres e em negros comparativamente aos brancos. Pode ser classificada como primária (causa desconhecida) ou secundária (causada por distúrbios endócrinos ou estruturais identificáveis). Homens e mulheres com uma pressão arterial superior a 160/ 95mm hg são mais propensos a uma falha cardíaca.

De modo a prevenir e controlar a hipertensão, de forma menos invasiva possível, o ASCM recomenda algumas modificações no estilo de vida, nomeadamente: Perda de peso ( se excessivo); Reduzir a ingestão de álcool; Aumentar a atividade aeróbia (30 a 45 minutos na maioria dos dias da semana); Limitar a ingestão de sódio; Manter a ingestão adequada de potássio, cálcio e magnésio; Deixar de fumar; Parar de fumar; Diminuição de gordura saturada na dieta.

Guidelines para a prescrição de um programa de treino (ASCM)

Treino Cardiovascular

Objetivo: Exercícios aeróbios gerais, dinâmicos e ligeiros: Marcha, corrida lenta, bicicleta (o treino cardiovascular além dos seus efeitos hipotensores diretos após a sessão, vai ser benéfico no controle do peso).

Duração: 30 a 60 minutos de cardiovascular.

Frequência: 3 a 7 vezes por semana.

Intensidade: 50 a 85% VO2 Máx; 40 a 70% VO2 máx (no caso de Hipertensão muito elevada); enfatizar o adequado retorno à calma (alguns medicamentos incluído vasodilatadores, podem causar hipotensão pós esforço).

Treino com Resistências

Objetivo: Dinâmico e em circuito, envolvendo os grandes grupos musculares; Manter a intensidade baixa para maximizar as descidas da pressão arterial; evitar exercícios acima da cabeça ou de cabeça para baixo; evitar a manobra valsalva; evitar exercícios em isometria; evitar exercícios muito intensos; o treino de força não é recomendável (a subida da pressão arterial é proporcional à força exercida).

Duração: 8 a 10 exercícios.

Frequência: 2 a 3 vezes por semana.

Intensidade: 1 série; 10 a 15 repetições (treino em circuito, muitas repetições e poucas cargas).

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