Artigo da diretora técnica do IFL, Sandra Faria no JM

Obesidade e o exercício físico

Falar sobre o tema da Obesidade é algo brutalmente assustador ou não estivéssemos a falar da segunda causa de morte evitável, perdendo somente para os acidentes de trânsito. Considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) uma doença epidémica, crónica, vitalícia e multifatorial (genético, nutricional, psicológico, endócrino, metabólico e físico). Os fatores que influenciam as causas da Obesidade estão relacionados, na esmagadora maioria (cerca de 90 a 95%), com estilos de vida incorretos (sedentarismo, inatividade física e má prática alimentar). Infelizmente, ainda hoje em dia se trabalha muito pouco na prevenção em prol do tratamento. Assim sendo, torna-se emergente consciencializar a população para adoção de estilos de vida saudáveis. Fazer escolhas alimentares nutricionalmente mais enriquecedoras, praticar exercício físico de forma regular, optar por práticas diárias (no trabalho ou em casa) ativas (ex: usar escadas em vez de elevador, levantar e sentar em prol de arrastar a cadeira de um ponto a outro, etc…).

Mas falar sobre a Obesidade ou sobre o excesso de peso na minha área especifica (exercício físico) leva-nos necessariamente a esta questão. Trata-se somente de combater os (muitos) quilos a mais ou ajudar as pessoas a melhorar a sua saúde e performance?

Não tenhamos dúvida que é necessário um equilíbrio entre esses dois fatores. A verdade é que a redução da composição corporal está intimamente relacionada com a diminuição de fatores de riscos associados a doenças como a diabetes, hipertensão, cardiovasculares, entre outras. Mas é igualmente verdade que se torna imprescindível tornar o corpo mais capaz de se mover com a destreza necessária para a realização das tarefas diárias. A sanidade das estruturas músculo-esqueléticas, a agilidade na execução das tarefas, a concentração necessária para sermos produtivos (pessoal e profissionalmente), a pré-disposição para encarar as rotinas domésticas depois de um dia (provavelmente intenso) de trabalho são só alguns exemplos quando falamos de saúde e performance.

Infelizmente, as pessoas esquecem-se com imensa facilidade que esta “máquina” denominada de CORPO, tal como qualquer outra, não foi concebida para estar parada e ser simplesmente alimentada. É preciso encontrar um ponto de equilíbrio entre o que se ingere e o que se gasta para que não exista danos colaterais. E aqui não basta dizer “pela sua saúde mexa-se” porque tão importante como se mexer é mexer-se com qualidade. Como em todas as áreas é necessário aconselharmo-nos com os profissionais devidamente credenciados para tal, lembre-se em primeira instância de procurar ajuda de um profissional qualificado na área do exercício físico e da nutrição, não me parecendo que os meros curiosos do fitness e os sucessos do instagram estejam (salvo provavelmente raras exceções) habilitados para tal.

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